ABESO - Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e da Síndrome Metabólica
A ABESO (Associação Brasileira para o estudo da Obesidade e da Síndrome Metabólica) publiou a pesquisa sobre Aspectos Epidemiológicos da Obesidade Infantil. Neste estudo tratou-se da obesidade como doença epidemica.
Do primeiro National Health and Nutrition Examination Survey (NHANES) -1971-1974 para o NHANES - 2003-2006, a obesidade infantil cresceu de 5% para 12% nas idades de 2 a 5 anos, de 4% para 17% em crianças entre 6 a 11 anos, e de 6,1% para 17,6% entre os adolescentes até 19 anos. Mais de 30% das crianças norte-americanas entre 2 e 19 anos tem IMC entre 95% e 85%.
Correlacionaram no estudo o aumento da obesidade com aumento futuro dos custos com saúde pública.
Além de terem constatado que o poder aquisitivo da população não impossibilita mais o desenvolvimento da obesidade.
As complicações da obesidade que, antes, só apareciam tardiamente, estão ocorrendo cada vez mais cedo. Cerca de 60% das crianças entre 5 e 10 anos de idade têm pelo menos um fator de risco para doença cardiovascular (hipertensão arterial, dislipidemia, hiperinsulinemia, alteração do metabolismo da glicose, fatores pró-trombóticos) e 20% delas têm dois ou mais destes fatores5. Um estudo feito em Copenhagen, com aproximadamente 280.000 pessoas nascidas entre 1930 e 1978, demonstrou que eventos arteriais coronarianos (EAC) em adultos foram positivamente associados ao IMC, entre 13 e 17 anos nos meninos e entre 10 e 13 anos nas meninas, com uma associação linear entre o grau de IMC e a taxa de EAC.
Apesar de a obesidade ser o resultado final do desequilíbrio entre a ingestão e o gasto calóricos, outros fatores estão associados, podendo afetar o micro e o macro ambientes durante a vida fetal e durante a infância e a adolescência, influenciando esse desequilíbrio energético.
Inclusive, o deputado Adelino Follador (DEM) preocupado com a proporção de casos de obesidade infantil no estado,, apresentou na Assembleia Legislativa projeto de lei no qual autoriza o Poder Executivo a instituir o Programa de Prevenção e Tratamento da obesidade Infantil nas instituições de ensino públicas e privadas de Rondônia. O conteúdo do Projeto de Lei inclui as escolas como colaboradoras e responsáveis no processo de prevenção da Obesidade Infantil, além de instituir tratamentos adequados feitos na rede pública.

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